Por que The Apothecary Diaries nem tem diário — e por que isso faz toda a diferença

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8/27/20252 min read

Apesar do título em inglês The Apothecary Diaries sugerir um registro escrito, a narrativa é inteiramente interna, centrada nos pensamentos e observações de Maomao — não se trata de um diário que ela escreve, mas sim narrativas em primeira pessoa. A palavra “diaries” funciona como “monólogos” ou trabalhos introspectivos, reforçando que estamos vendo a mente da boticária, não suas anotações físicas. Na versão japonesa, o título significa algo como “monólogo da farmacêutica”.

Uma Análise Profunda

Essa curiosidade é mais do que uma peculiaridade linguística: ela reflete o estilo narrativo profundo da série, em que acompanhamos cada dedução, ceticismo e humor sardônico de Maomao. O público não lê um diário, mas é convidado a compartilhar a mente da personagem, inclusive sua racionalidade implacável, seus cálculos científicos e sua resistência emocional — tudo no íntimo. Isso intensifica a imersão e reforça a reliability questionável da protagonista: Maomao é racional, mas emocionalmente contida, e seus pensamentos internos nos fazem sentir mais próximos, ainda que ela evite expressar sentimentos externamente. A escolha de um título como diaries alude à tradição de “memórias” ou pensamentos pessoais, lembrando livros clássicos de primeira pessoa (como The Diary of Anne Frank, por exemplo), onde a voz interna é mais importante que o registro físico. Na história japonesa e chinesa, o conceito de mono­gatar­i (contar coisas ou histórias) enfatiza a oralidade e introspecção como forma narrativa respeitada — não necessariamente vinculada à escrita. Enquanto a versão japonesa usa “hitorigoto” (cochicho/monólogo), o inglês adotou “diaries” para transmitir o caráter íntimo e reflexivo da narrativa.

Opinião da Crítica e da Comunidade

A comunidade vê esse naming com carinho e compreensão — muitos fãs perceberam a nuance, como expressa no Reddit com humor:“That is not a stupid question… Diaries are accounts of one's life. So it's the account of an herbal healer. I hope that makes sense.” Críticos também valorizam que o formato permita um mergulho psicológico sem filtros: a série nos “empresta” os olhos e a mente de Maomao, ao invés de apresentar um artefato (o diário) — essa escolha narrativa torna o storytelling mais imediato e expressivo, e isso tem sido destacado como um diferencial sensorial da obra.

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